Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dor


Somente pode entender, mesmo assim parcialmente, a dor dos outros quem passou por alguma dor.
A perda de um ente querido, a saudade de um grande amor que se foi são exemplos.
Quem tem uma régua para medir dor e sentimentos?
Quem pode aquilatar o que os outros sentem?
Está exagerando quem chora a morte de alguém?
Para quem vivencia a dor ela não parece ter fim. Qual o momento certo para superar, se cada ser difere dos demais?
A dor física é, na maioria das vezes, superada ou abrandada com remédios, a espiritual tem remédio?
E os que não choram quando perdem alguém amado para a morte, nada sentem?
Muitas questões para resumir o que não pode ser dimensionado, pois o sentir é exclusivo de cada ser.
Julgar ou pre julgar o que o outro sente nos leva a cometer erros em relação aos sentimentos dos outros. Nem sempre estaremos sendo justos pois não temos como medir de forma correta o sentir.
Na era em que tudo é depressão ou stress, o diagnostico é dado antes de se ouvir o paciente. Ou a pessoa está estressada ou depressiva. Basta que se veja parte do que ela está passando...
O todo de uma pessoa deveria ser analisado, corpo, mente e espírito.
Qual o médico que pode tratar da causa e do sintoma concomitantemente?
Se somos limitados quanto a medir o que o outro sente, usamos nossa forma de ver as coisas para medir, como poderemos avaliar e ajudar quem sente dor?
A fé é um remédio universal?
Duas pessoas de uma mesma religião interpretam de forma diferente um mesmo ensinamento, seja na leitura ou na aplicação do mesmo.
Onde um vê um caminho outro vê outro. Como prova do que digo, cito a proliferação de igrejas tão diferentes e tão iguais falando de Deus segundo seu ponto de vista.
A medicina busca remédios para os sintomas e a origem fica de lado. Efeitos colaterais e dependências são subprodutos aceitáveis desde que alguma melhora se apresente.
Um remédio para corpo, mente e espírito fica difícil pois não há consenso entre a fé e a medicina.
O que fazer então?
Vivenciar a dor e não tomar remédios ou querer se adaptar ao que a sociedade acha que é o tempo ideal para viver a dor.
Dor nem sempre é ruim, nas doenças é aviso de que algo precisa de tratamento.
A dor da perda deve ser sentida e vivida até que venha a aceitação natural de que começamos a morrer ao nascermos.
Cada um de nós tem um tempo de validade. Nascemos únicos e morremos únicos por mais que nossa história se pareça com a de outros.
Cabe a cada um saber medir os próprios sentimentos e controlá-los ou não.
Seria bom parar de queremos que os outros ajam ou reajam conforme achamos.
Cada ser humano é maravilhosa criação de Deus e, por isso, diferente de todos os outros, não devendo ser julgado ou dimensionado a conceitos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O medonho bicho da pera


Enquanto comia uma deliciosa pera, algo chamou minha atenção e parei para raciocinar.
O bichinho que quase engoli estava ali para ensinar algumas coisas penso eu.
Sua cor, quase a mesma da polpa da fruta, o torna quase invisível.
Qual seria o gosto do bichinho?
Deveria eu experimentar ou não?
Desnorteado pelas minhas dúvidas ele se contorcia, parte do corpo para dentro, parte para fora da fruta. Inocente, e ao mesmo tempo culpado, sequer tinha noção de que poderia ter sido partido em dois por dentes gigantes, os meus.
Inocente por estar matando a fome e culpado por ter escolhido a mesma pera que eu.
Primeiro impulso foi de jogar a pera fora. O segundo foi de comer em volta de olho para não comer o bicho ou algum convidado dele para o banquete na minha pera. Ou seria a pera dele pois ao que tudo indica ele já estava lá antes de minha resolução de devorar a fruta.
Olhei de novo para o invasor e pensei que deveria matá-lo como vingança por estar na minha deliciosa pera. Se tinha olhos não sei, não dava pra ver, mas parecia me olhar em tom de desafio.
Parei para pensar no quanto as pessoas se preocupam com regimes e outras formas de manter o corpo em dia. Imagine um bichinho de frutas fazendo regime...
Eles são quase invisíveis e comem uma fruta muitas vezes maior que eles. Pense por um instante um ser humano comendo uma fruta infinitamente maior que ele.
Aliás, você já parou para pensar que quando você morrer, larvas e outros bichinhos irão devorar seu tão preservado corpo?
Seu corpo nesse momento está repleto de bichinhos que comem junto com você, bebem junto com você, dormem com você e até fazem sexo junto com você.
Alguns deles são tão perigosos que podem até te matar, outros só estão esperando para te devorar...
Bateu um medo do bichinho da fruta, e se ele estivesse conversando com outros bichinhos dentro e fora do meu corpo dando a fatidica ordem de ataque?
Como poderia me defender, se não posso ver a maioria deles?
Será que ele é amigo do vírus da Gripe Suína?
Melhor não arriscar, deixei com todo cuidado o resto da fruta e o bichinho no lixo.
Estou agora olhando detidamente para uma linda e suculenta maçã cheio de dúvidas e temores.
Comer ou não, eis a questão.
Quer saber, vou comer sem olhar se tem bichinhos ou não...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

Ele está aí. Dois Mil e Nove já começou.
Não dá mais tempo pra pensar no que se foi. Hoje já é um dia depois. Já é outro ano.
Viver de 2008 é viver de passado. O que foi feito e o que não foi só poderá ser em 2009.
Reflexões foram pra ontem 31/12/2008, hoje já é o momento seguinte. Hora de por em prática o que foi pensado.
Nada de deixar pra março (depois do carnaval), a atitude deve começar hoje!
Um ano passa muito rápido para que seja desperdiçado logo seu primeiro dia. Mãos á obra, o momento é de realizar, suar a camisa para tornar realidade os sonhos deixados pra 2009.
Vamos lá, saia dessa preguiça pós ressaca!
Seu futuro está te chamando pra ontem e você fica nessa de deixar pra amanhã?
Trabalho é o segredo da coisa. O trabalho mental aliado ao trabalho físico é que tornam sonhos em verdades. Primeiro agradeça a Deus pela saúde e depois acredite que tudo o que você deseja pode e será realizado, bastando apenas que você caminhe na direção da realização dos seus desejos.
As coisas que você quer o céu e o inferno se aliarão para que aconteçam. O céu para que você seja feliz, o inferno para que você ambicione cada vez mais.
O equilíbrio está em combinar ambos sem cair demais e ou subir demais. Meio termo é saudável.
Você tem poderes maiores do qualquer heroi da TV ou dos Quadrinhos. Não estou te falando pra voar ou parar um trem com as mãos. Estou te falando no seu poder mental e capacidade de realizar o que realmente se propuser a fazer.
Você se lembra de como chegou ao mundo?
Vamos citar algumas das suas dificuldades ao nascer:
- a temperatura era baixa comparada ao lugar seguro em que você estava.
- a língua falada pelos seus pais era completamente estranha, nem os sinais de carinho dava pra entender no início.
- seu estomago estranhava o leite materno e outros alimentos que lhe davam. As cólicas eram terríveis e a única coisa que você podia fazer era chorar e esperar que seus pais ou outros entendessem o que te afligia.
- seus olhos estranhavam a claridade, você sentia muito frio, todos eram infinitamente maiores que você.
- depois veio a dificuldade de saber o que significavam os sons que você imitava o melhor que podia, causando risos divertidos com seus erros.
- e quando você resolveu que andaria, lembra dos tombos e dos galos na testa?
- todos riam de você o tempo todo e você não desistia...
Por tudo isso é que te digo que as piores dificuldades já foram, são passado.
É mais difícil agora do que antes?
Agora você já domina a língua de onde vive( talvez até mais algumas), sabe andar, sabe o que comer, nem todos são tão maiores que você, você já pode decidir até que roupa irá vestir!
Não venha então me dizer que aluguel, contas e outras coisas da vida adulta são mais difícieis do que andar, falar e comer.
Deixe já de inventar desculpas e, se for o caso, lembre-se de quantas vezes você caiu para aprender andar.
Realizar seus sonhos é fazer quantas vezes forem necessárias as mesmas coisas até que dê certo.
Se você tivesse desistido no primeiro tombo não estaria andando hoje!
Pare de frescura e vá à luta!


Comece comentando o que leu!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Lea

Seu olhar perdido, focado no vazio das paredes brancas do quarto daquela casa, era o que mais angustiava. Todos os remédios, até mesmo os choques, de nada estavam adiantando...
Ver a mulher amada naquele estado estava acabando com seu ser. De uma hora pra outra ela começara a ficar contemplando o nada.
O silêncio às suas perguntas quando ela "voltava" era preocupante pois parecia que estivera ausente do corpo e só chorava em confusão sobre onde estava e até mesmo sem saber direito quem era.
No último ano os estados de ausência foram tantos que resolveram de comum acordo procurar tratamento clínico, que até agora estava sendo inútil.
Ela estava conversando ou fazendo alguma coisa e repentinamente parava e ficava com o olhar parado no vazio...
Muitas das vezes em que isso ocorria, voltava dizendo frases desconexas e chorava muito. Toda vez que isso acontecia ela ficava enfraquecida por vários dias, como se estivesse trabalhando sem descanso e só parasse quando o corpo desligasse...
Parecia estar com o dobro da idade devido ao stress a que seu corpo era submetido a cada vez que entrava naquele estado.
Ele resolveu procurar outro tipo de ajuda e foi a um homem que diziam realizar curas milagrosas. Foi marcado um dia para que ela fosse levada à casa deste homem, lá chegaram por volta das 12:00 horas, horário em que ela estava sempre consciente. As "viagens" eram sempre após as 17:00 horas.
Ao olhar para Lea, era esse o nome da mulher, João, o homem dos milagres, sentiu seu sangue gelar nas veias sem ter certeza de que sabia o porque.
João conversou com Lea a fim de obter mais informações a respeito do que teria que enfrentar. a conversa foi reservada e nem mesmo Lucas, seu marido, pode saber o teor da conversa.
Ao longo de tres horas, tempo que levou a conversa, Lucas nada pode ouvir ou fazer pois foi gentilmente colocado para o lado de fora da casa.
Quando Lucas foi chamado de volta para a casa, encontrou esperança nos olhos de Lea e, só por isso, já achou que tinha valido a pena ter ido até aquele local.
Naquela noite nada aconteceu e até fizeram amor...
Uma semana depois souberam que o João tinha sofrido um acidente fatal no quintal da casa onde estiveram em busca da cura de Lea.
Lea começou a ter crises cada vez mais demoradas de ausência total e contemplação do vazio.
Agora havia um agravante, muitas das vezes em que "voltava", falava uma lingua em sussurros por todos desconhecida e seus olhos pareciam fora das orbitas tamanho o medo que demonstravam.
Quando a crise terminava ela não lembrava de nada.
Marcas estranhas começaram a surgir pelo corpo de Lea, lembravam figuras geométricas com caracteres estranhos a todos que ela permitia verem.
Lea já não era deixada sozinha pois tentara destruir a própria vida por duas vezes sem sucesso.
Naquela noite Lucas, vencido pelo sono, acordou com Lea conversando naquela lingua que não podia entender com alguém que não podia ver. Os pelos de seu corpo eriçaram-se totalmente, estava muito frio e podia sentir uma presença embora não pudesse ver...
Muito medo e muito frio. Acendeu a luz e Lea olhou para ele com os olhos revirados, de seus lábios os sons guturais da lingua desconhecida denotavam urgência de que fizesse algo que não sabia o que era.
Sentiu algo invisível indo em sua direção. Estaria ficando louco?
Algo que não podia ver estava a poucos passos de alcançá-lo, podia intuir à medida que o frio aumentava...
Lea ficou em pé e começou a brilhar, isso mesmo a brilhar!
Lucas, antes de desmaiar ainda pode ver um vulto muito maior que Lea sendo tragado pela luz que dela saia e iluminava todo o quarto.
Acordou agradecendo por ser apenas um sonho e seus olhos procuraram Lea, que estaria dormindo tranquilamente pois pela manhã ela nunca tivera crises.
Lea não estava, nem ela nem a cama, muito menos o quarto, nem o hospital parecia ser o mesmo onde ela costumava ser tratada...
Onde ele estava?
Onde estava Lea?
- Doutor, o paciente saiu do coma!
Olhou para si mesmo e viu que estava com vários fios ligados ao corpo para monitoramento de seu coração e respiração.
Não conseguia movimentar-se, parecia que não o fazia há muito tempo. Estava tudo confuso, onde estava Lea?
- Lea, quem é Lea? foi a resposta que obteve.
Ainda chocado, recebeu a notícia de que sofrera um acidente e estava naquela cama por quase um ano.
Após a alta no hospital, Lucas reencontrou parentes e amigos e nunca encontrou Lea ou quem a tivesse conhecido.
O acidente que sofrera também estava sem solução pois fora encontrado desmaiado com um corte na cabeça, tremendo de frio e em estado de choque em uma casa abandonada perto de onde estivera acampando com amigos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

então é natal...

Em um belo dia instituiu-se que o nascimento do Redentor da humanidade seria comemorado no dia 25 de dezembro.
Alguns acharam que estava errado que Jesus teria nascido em Março, outros até que seria em outro mes qualquer menos Dezembro.
Brigas religiosas ou de qualquer outro cunho à parte, o importante é que se tenha um dia oficial e reconhecido pela esmagadora maioria para ser dedicado às homenagens a aquele que deu a vida na cruz por todos nós.
Se a coisa desandou para comércio ou para apenas mais um dia de folga, ainda assim é para muitos um dia exclusivamente de meditação e agradecimentos.
O sangue e o suor derramados naquela cruz não foram em vão, foram para que todos tivessem vida.
Aqui não digo como Católico, Protestante, Muçulmano ou qualquer outra denominação religiosa. Falo como alguém que é profundamente grato a Deus por todas as coisas e a Jesus, verbo feito carne, pelo sacrifício supremo de morrer para que vivamos.
As coisas que realmente importam são deixadas de lado para que se tenha poder sobre outros homens que se deixam levar.
No meu modo de ver se as pessoas querem comemorar o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro, isso deve ser respeitado. Se outras pessoas nem querem acreditar que Jesus viveu, isso deve ser respeitado. As diferenças de opinião quando levadas ao extremo é que causam as maiores e intolerantes guerras.
Importante é lembrar que o Amor de Deus nos cerca e ilumina o tempo todo, o resto são formas de ver ou entender...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pense nisso antes de morrer...

E se você morresse hoje???
Já teria feito alguém sorrir?
Teria indicado o caminho a alguém, feito bem sem saber a quem?
Ajudou alguém sem esperar nada em troca pelo menos uma vez?
Sua família teria como viver sem você, sem passar por enormes necessidades?
Teria algo de bom a dizer sobre você mesmo?
Pois é, por incrível que pareça, até para morrer você precisa pensar em algumas coisas...
O importante de tudo isso é que você é um mestre e um aluno que fazem toda diferença no equilíbrio do universo. Sim, a dualidade do seu ser se presta a dois papéis concomitantes, aluno e professor.
Aluno que, ou aprende ou sofre e mestre que ensina através das coisas boas e ruins que pratica. Você vira ponto de referencia quando se dá bem na vida ou quando tudo perde nela.
As pessoas apontam pra você e dizem o quanto você é bom ou ruim para com elas ou nas coisas que faz.
Você pode ser o melhor mendigo do mundo ou o pior e mais inescrupuloso rico do planeta.
Seja qual for a sua decisão pessoal, ela afetará tudo ao seu redor.
Não há como viver sem interagir com tudo que foi criado. Não há como ficar à parte dos acontecimentos nem parado.
Se você decidir não ajudar uma senhora a atravessar a rua, ela poderá morrer atropelada, poderá atravessar e causar um acidente ou atravessar incólume e você ficar aos olhos de quem vê a cena como alguém que não ajuda o próximo. Seu exemplo neste simples ato gerará lições a todos que estiverem próximos ao acontecimento. Pais dirão aos filhos para não agirem com sua indiferença ou para agirem como você. Talvez alguém crie uma campanha para que as pessoas ajudem as velhinhas a atravessarem as ruas, talvez alguém brigue com você e te mate ou te obrigue a matá-lo. Sua consciência te cobrará ou não atitudes diferentes caso a velhinha seja atropelada. Pode inclusive acontecer de um motorista, ao desviar dela, te atropelar...
É isso, você faz toda a diferença para que o universo funcione. Suas mais simples decisões podem e mudam tudo ao redor.
Seu sucesso ou fracasso pouco importam, já suas formas de agir em relação ao meio sim é que mudarão tudo, inclusive o meio ambiente.
Pense nisso antes de morrer.

comente se tiver vontade de comentar.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

o quarto

A espera sufocava seu peito.
Ele viria com certeza, disso estava consciente, o problema era a espera...
Cada minuto parecia uma vida passando de forma lenta e angustiante. A cada passo ouvido no corredor do apartamento onde dividiam horas de puro desejo e carícias acelerava seu apertado coração.
Todas as pessoas chegavam e ele não vinha. Já eram 11:30 e nada.
O telefone estava ao seu alcance mas não podia ligar pois ele poderia estar com ela...
O amor bandido que viviam era maravilhoso e cheio de angustias.
O prazer e a culpa andavam juntos. O peito ardendo em desejos e a mente acusando as culpas de um amor dividido.
Queria poder sair ilesa da relação, sumir da vida dele ou nunca ter estado nela. O desejo sempre vencendo e o fim da relação cada vez mais distante.
Novos passos, a maçaneta da porta girando, o coração junto num misto de medo e desejo. O sorriso dele naquele momento justificou tudo, a demora, a incerteza e a culpa deram lugar ao bem que sua presença lhe trazia. Um segundo depois estavam rolando nos braços um do outro fazendo amor como se nada mais importasse.
O suor escorrendo pela pele dele era como um conjunto de rios que a levavam a mares de puro prazer quando seus corpos mais uma vez viravam um.
Nada poderia ser mais importante que viver estes momentos. Poderia morrer no instante seguinte e teria valido a pena...
O celular dele tocou e a realidade atingiu seu mundo perfeito. Era ela, a esposa, do outro lado da linha cobrando o horário e os deveres conjugais.
Sem poder ocultar as lágrimas, o viu vestindo as roupas de forma apressada pra mais uma vez ir embora dos seus braços.
Outra noite de insônia em companhia da incerteza e da culpa.
O novo dia chegaria e tudo recomeçaria...

domingo, 12 de outubro de 2008

Poemas Femininos ( realidades )

*Que mulher nunca teve**
*Um sutiã meio furado, *
*Um primo meio tarado,*
*Ou um amigo meio viado?**


*Que mulher nunca tomou**
*Um fora de querer sumir, *
*Um porre de cair*

*Ou um lexotan para dormir?****

*Que mulher nunca sonhou**
*Com a sogra morta, estendida, *
*Em ser muito feliz na vida*
*Ou com uma lipo na barriga?**

*Que mulher nunca pensou**
*Em dar fim numa panela, *
*Jogar os filhos pela janela*
*Ou que a culpa era toda dela?**

*Que mulher nunca penou**
* Para ter a perna depilada, *
* Para aturar uma empregada *
*Ou para trabalhar menstruada?*

*Que mulher nunca comeu*
*Uma caixa de Bis, por ansiedade,
*Uma alface, no almoço, por vaidade *
*Ou, um canalha por saudade?**

*Que mulher nunca apertou**
*O pé no sapato para caber, *
*A barriga para emagrecer*
*Ou um ursinho para não enlouquecer?**

*Que mulher nunca jurou **
*Que não estava ao telefone,*
*Que não pensa em silicone*
*Que 'dele' não lembra nem o nome?**

*Só as mulheres para entenderem o significado deste poema! **

Estamos em uma época em que:

*'Homem dando sopa, **
*é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.' **

*'Pior do que nunca achar o homem certo **
*é viver pra sempre com o homem errado.'**

*'Mais vale um cara feio com você
*do que dois lindos se beijando.'*

*'Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???' *

*'Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! *
*Que te ouve melhor... *
*Que te vê melhor...*
*E ainda te come!!!*

*Mandem para mulheres que precisam rir, ou para homens que possam lidar com essa realidade!!!!!** *

(desconheço o autor ou autora e, por isso, não estão os créditos)
***se quiser, comente!!!***

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

metamorfose

Cena infelizmente comum nos nossos tempos, um homem ensangüentado na calçada, sua carteira jogada ao seu lado. Tudo lá, exceto o dinheiro.
O assassino, provavelmente um garoto faminto desses que a gente vê toda hora mendigando o pão ou cheirando cola. Como eu disse algo cada vez mais comum em nossos conturbados dias.
O que torna nossa cena diferente? O homem morto não era qualquer um. Era um grande amigo das crianças abandonadas à própria sorte em um lugar qualquer da vida.
O que chorava ao seu lado nada mais era do que um conhecido chefe de gangues de garotos que fazem da rua sua casa. Chorava copiosamente maldizendo a sorte que mais uma vez lhe tirava algo precioso que a vida lhe dera, mais uma vez tornava-se órfão quem sequer soube quem foram seus Pais.
Quem o teria morto? Quem poderia matar alguém que lutava para dar um pouco de direitos humanos a quem nem direito a um lar possuía?
Jota X, esse era o nome do nosso quase maior abandonado, não se conformava com as ciladas que a vida lhe preparara. Sem lar, sem amigos em quem pudesse confiar, sem comida, sem droga para "cheirar", fumar ou injetar; tudo isso era perversidade da vida que ele poderia suportar. Contudo, aquela morte foi o derradeiro passaporte para o inferno. Sua derradeira chance de viver de uma forma melhor morreu com seu protetor.
Se existissem balas em sua arma seria fácil resolver o problema, afinal, um tiro na própria cabeça resolveria, pelo menos nesta vida, seus problemas.
Chegaram os policiais, novo inferno. Começaram por algemá-lo e, aos empurrões, foi jogado em uma viatura e encaminhado a um distrito policial, onde, após um monte de perguntas acompanhadas de pancadas, acabou assumindo a autoria da morte de seu protetor. Tudo era mais fácil assim, caso encerrado para as autoridades.
Jota X nem tentou argumentar ou lutar, seria muito pior. Sabia o que o aguardava na prisão e não queria tornar as coisas piores. Pouco lhe importava qual prisão seria, era só outro setor do inferno.
Nem melhor nem pior do que as Ruas, só uma questão de adaptação. Afinal, ele já fora muito bem treinado para suportar todo tipo de perda na vida.
Seu companheiro de cela era bem maior e bem mais forte que ele, sinal de mais problemas. Na certa tentaria abusar sexualmente dele, utilizá-lo como "saco de pancadas" ou as duas coisas. Quem sabe não fosse seu dia de sorte e, na briga que por certo viria, o adversário o matasse.
As horas passavam e nada acontecia. Seria um psicopata, uma bichinha ou um tarado seu colega de cela?
Era barbudo, alto, forte e muito calado, calado demais para o gosto de Jota. Isso era muito mais assustador. Gente calada é sempre mais perigosa. Não dá pra saber o que acontecerá em seguida. Teria que redobrar sua atenção.
Seus olhares se cruzaram. Meu Deus, o que há nos olhos desse homem?
Ele olha como se enxergasse minha alma! Foram os primeiros pensamentos de Jota ao encarar nos olhos o homem à sua frente, que permanecia num mutismo impróprio da cadeia.
E aí, tudo na moral? Disse, tentando não mostrar insegurança na voz e, ao mesmo tempo, buscando começar uma conversa.
Aqueles olhos penetraram ainda mais fundo em sua jovem e sofrida alma. Era impossível desviar a atenção daquele olhar que ia tão fundo em seu ser. Finalmente as primeiras palavras:
- A sua dor não é maior do que a dos que te abandonaram. O sofrimento da carne termina com ela, o do espírito sobrevive à morte. Perdoa seus pais e seus inimigos, pois seu sofrimento terminará com sua vida. O deles durará muito mais, pois vem acompanhado do arrependimento de ter voltado as costas para você e para mim.
Seu futuro é o dos escolhidos, seu passado deve ser esquecido. Seu amor deverá florescer e transformar-se nos mais belos livros que o mundo já leu.
Lágrimas incontroláveis banharam a face de Jota e as palavras não saiam. Adormeceu em seguida, sendo vigiado por aquele par de olhos.
Ao acordar, sentiu tanta vontade de escrever que nem deu pela falta de seu companheiro de cela. Jota X é hoje um grande escritor, aclamado em vários países por suas mensagens de amor e ajuda ao próximo.
Jamais tornou a ver seu companheiro de cela, que segundo o guarda, nunca esteve lá.

Que tal clicar e comentar? É bom ter sua visita, melhor ainda seu comentário.

sábado, 13 de setembro de 2008

chegando bem aos 50 anos

Faltam apenas 3 dias pra que eu complete 50 anos de vida.
O incrível é que não me sinto um cinquentenário (palavrão grande né?). Não penso no ontem nem no amanhã como deveria ser normal, ao contrário, continuo vivendo um dia de cada vez.
Os problemas de um dia já bastam!!!
As alegrias sim, estas eu armazeno bem lá no fundo da memória para que sejam um refúgio onde posso recuperar energias que às vezes gasto com coisas que parecem monstros num dado momento, mas que no momento seguinte já são passado e vejo não serem tão relevantes quanto pareciam ser.
Num dado momento ter um carro é tudo que um homem pode desejar. Quando o carro é comprado e passam os momentos de euforia, o carro já não é tão importante assim e vira apenas mais um meio de transporte.
Um bom emprego, estudo, status social, dinheiro, um bom casamento (ou seria acasalamento?) e tudo o mais que fazem parte das preocupações normais do ser humano atual quando atingidas as metas passam a não ter o valor que pareciam ter antes da conquista (claro que em alguns casos as exceções aparecem).
Com o passar do tempo, as coisas vão ficando mais claras; quase nada é tão importante assim que deva perturbar a mente de forma excessiva.
Não estou aqui dizendo que alienação é o certo, apenas digo que nada deve te preocupar ao ponto de tirar completamente a sua paz interior.
Se você enlouquecer ou não as coisas irão caminhar para uma solução por si próprias. Não adianta cometer suicídio por que alguém te abandonou ou porque não consegue pagar as contas.
Quem te abandonou te abandonou e ponto. Talvez não volte!
As contas e a inadimplência com o tempo se resolvem de uma forma ou de outra...
Se você morrer ou ficar com vida não muda o dia de chuva ou de sol, ambos seguem como foram programados por quem tudo criou.
Dinheiro se consegue, pouco ou muito é consequencia da forma usada ou do mercado. Saúde se conserva com a mente livre e aberta. Já é fato comprovado pela ciência de que a grande maioria das doenças tem origem na mente estressada.
Cá entre nós, ficar doente não paga as contas!
No final das contas, você veio sem nada e nu e voltará sem nada e nu!
As coisas da mente são o único tesouro ou inferno que levaremos. Só por egoísmo ou por amor é melhor pensar e guardar só as coisas boas na mente e na medida do possível ou da grandeza da alma, repartir com os outros!
Penso que não vejo o tempo passar porque simplesmente o deixo passar sem contar. Como resultado, ele também não se preocupa comigo e vivemos em harmonia.
Outra coisa importante; o que pensam a seu respeito não tem importância alguma comparado com o que você mesmo pensa. Cuidar da própria vida é o que todos deveriam fazer...
Já ia esquecendo, praticar sexo sempre é beber da fonte da juventude!
Sexo é o melhor brinquedo para o ser humano, além de queimar calorias e manter o corpo todo funcionando muito bem!
Resumindo tudo; relaxe sempre, pratique sexo e tudo que te der muito prazer sem se preocupar muito com o ontem ou com o amanhã.
Pode ser que você não enriqueça ou vire manchete de jornal, mas que será bem mais feliz isso eu sei!

Se te der vontade, comente!!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Para Ser Mais Feliz

Amar mais do que te pedirem
Frear os lábios para não mentirem...
Sorrir, mesmo para os que te traem.
Chorar de alegria
Apenas por ver nascer um novo dia
Ajudar a se realizarem sonhos
Andar com amor no falar e nos olhos.
Oferecer sempre os ombros
Parar para ouvir o que lhe dizem os outros
Policiar os atos e pensamentos
Externar bons sentimentos...
Perdoar e pedir perdão!
Olhar e ver que o outro é seu querido irmão.
Repartir o carinho e o pão.
Guardar o que é bom escutar
Toda reclamação ou queixa calar.
Deixar a tristeza partir
Convidar a alegria a vir!
Dedicar batante tempo para o ato de sorrir.
Olhar os filhos dos outros como seus
Lembrar que todos somos filhos de Deus!

terça-feira, 22 de julho de 2008

lei seca ao volante, algumas sugestões

Pois é, com tanta coisa por fazer, foi criada a lei seca do volante.
Guardas experts em estatistica dando como acidentes de transito zero, jornais dando números muito menores de acidentes em menos de um mês da lei. Parece que todos querem que a lei "pegue".
A maioria dos dias em que saio pra rua, e são quase todos, vejo muitos acidentes desde motoboys(verdadeiros campeões) a velhinhas atropeladas. Não me parece que os acidentes diminuiram tanto assim...
Penso que assim que a coisa esfriar, as coisas voltem ao normal, ou seja, como elas são sem a maquiagem dos dias iniciais de euforia.
O ser humano bebe desde os tempos mais remotos e sempre houveram acidentes com ou sem bebida. Tá legal, o excesso de bebida diminui os reflexos, eu sei. Mas, como saber os limites de cada um? Será que um copo de cerveja ou uma trufa de licor depois de um loooooongo dia de trabalho te deixaria um louco irresponsável e assassino do volante?
O que fazer para esperar que o trânsito alivie nos horários de "pico"?
Eis algumas sugestões para quem não tem motorista particular(apenas alguns milhões de brasileiros):
1. Encher a barriga de refrigerantes!!!
2. Ficar na rua olhando as obras públicas que nunca acabam
3. Andar nu e "bêbaço" para protestar
4. Ir com maior frequencia a Motéis(necessita aprovação da esposa caso você tenha uma)
5. Participar de movimentos sociais contra o alcoolismo (essa foi brava)
6. Pedir o motorista dos Deputados, Senadores, Vereadores e etc... emprestado para te levar até em casa( por que não, se eles são pagos com nosso dinheiro?)
7. Comprar uma bicicleta( de bicicleta ainda não é proibido beber)
8. Vender o carro e comprar tudo em bebida
9. Aceitar tudo, ficar calado e sóbrio enquanto bebem tudo que você ganha em impostos, desvios e outras 1000 formas de fazer sumir dinheiro dos cofres públicos
10. Aprender votar melhor nas próximas eleições
Se concordar, comente.
Se não concordar, comente.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

sobre o ócio

Segunda -Feira e, sentado à frente do computador, sem vontade de fazer nada, vou deixando as palavras tomarem forma sem pensar no que escrevo.
Falar algo importante ou algo só pra ter mais um post no blog?
Bem, vou falar sobre o ócio ou a arte de não fazer nada.
As palavras saem meio que aos empurrões pois nem elas saem com a costumeira facilidade quando deixo o ócio vir...
Sabe aquela preguiça gostosa que às vezes toma conta de todo o ser???
É isso, exatamente isso, que estou falando e sentindo!
Um não fazer nada enquanto a vida passa e cobra tudo. São contas e obrigações, horários a cumprir, gente pra ajudar ou pedir ajuda e tudo o mais que faz parte da vida que vivemos em sociedade. Cheia de regras de comportamento e etiquetas.
São inúmeras as coisas para serem realizadas por quem quer ser aceito no meio em que se escolhe viver.
Sabe, às vezes eu sinto vontade de voltar ao tempo em que os casais dividiam as simples tarefas da idade da pedra; os homens caçavam e as mulheres faziam o resto...
Acho que sobrava um tempão pra não fazer nada...
Às vezes até o sexo, a melhor brincadeira que Deus criou para o ser humano, é melhor deixar pra depois...
Agora estou seriamente pensando enquanto escrevo em parar de falar e ir dormir umas duas horas ou pelo menos deitar em uma rede enquanto a vida passa...
Não é tédio, é apenas uma gostosa vontade de não fazer ou dizer nada...
Seria o fato de ser uma Segunda ou é pura crise de preguiça em seu maior pico? Sei lá, pensar fica pra depois...
Você já sentiu ou sente essa gostosa vontade de não fazer absolutamente nada?
--???
O ócio assim como o trabalho devem andar de mãos dadas pra que as energias voltem!
Nossa, gostei da frase anterior!!!
Bom, pense um pouquinho sobre a necessidade de momentos de puro ócio e, se não te der uma preguicinha gostosa, comente!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

estou com saudade e sem tempo

Depois de algum tempo, descobri que não tenho tanto tempo livre assim.
Estou entre afazeres que acabei puxando pra mim por achar que era grandão meu tempo livre. Ledo engano, agora mais do que tudo, sinto falta do tempo de lazer, do tempo para escrever, do tempo pra dormir um pouco a mais...
Cronos tem cobrado de mim o descaso para com seu trono mostrando - me as coisas de forma clara; o tempo não é meu, só posso administrar seu uso.
Há um tempo pra sorrir
Há um tempo pra chorar
Há um tempo pra vir outro pra partir...
Há um tempo pra caminhar outro pra descansar...
Há um tempo pra adrenalina outro pra dar um tempo...
Depois de não usar tanto os braços de Morfeu, descobri que Cronos é o mais vingativo dos deuses do Olimpo, não deixa nada pra lá. Ele tem feito com que eu deixe um monte de coisas pra depois...
Até o delicioso chopinho está ficando pra depois...
Tenho conversado com Atena pra absorver um pouco de sua sabedoria para buscar formas de administrar melhor o tempo.
Talvez peça a Hermes seus calçados pra andar, ou seria voar, mais rápido...
Com Dionísio tenho falado algumas vezes, claro que depois não dá pra dirigir ou lembrar o que conversamos.
Quem sabe Posseidon deixa que eu passeie por seu reino e restabeleça do cansaço meu corpo tão usado... Mas, como visitar o reino de Posseidon se estou encrencando com Cronos?
Ficamos assim então, assim que voltar da batalha com Cronos volto a postar com mais frequencia.
Obrigado aos que demonstraram sentirem falta dos meus textos e também a você que veio só zapear entre os blogs.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Seu dia Mãe

Hoje é o dia dedicado a todas as Mães.
Sim, hoje é o seu dia, mulher que deu permissão a seus filhos para ocuparem seu ventre e nele começarem a viver em nosso meio.
Por mais brilhantes ou insignificantes que sejam, todos os homens e mulheres precisam de uma Mãe que lhes empreste o corpo para que nele possam desenvolver suas vidas. Depois, ao nascermos, precisamos mais ainda de você, Mãe, para nos alimentarmos, para aprendermos a língua do local onde viveremos, para dar os primeiros passos. Seu colo e seu carinho é que determinam o quanto seremos capazes de suportar as dificuldades da vida, pois quem tem o verdadeiro carinho de Mãe sabe o que é ser amado por alguém incondicionalmente.
O pior dos bandidos é o filho querido para sua Mãe, não que ela concorde com suas atitudes, mas o amor incondicional perdoa tudo e sempre ampara mesmo que seu coração fique aos pedaços. Para as Mães de verdade seus filhos são o único e o maior tesouro que a vida pode lhes dar. São a razão de seu viver.
Só as Mães sabem tudo a respeito do amor verdadeiro.
A Mulher deixa de ser um ser comum quando dá a luz a uma criança. Tudo muda. Ela vira um ser muito melhor pois será o instrumento de Deus, auxiliando para toda a vida este pequenino porém muito importante lampejo divino.
Ela passará fome, negará a si mesma, lutará até mesmo contra a razão, enfim, dará tudo de si para que o pequenino ser seja o mais feliz dos seres viventes.
Mãe é um tesouro que muitas vezes nem notamos que temos, pois ela se anula para que brilhemos, ela abdica para que reinemos, cala para que falemos até mesmo coisas que a magoem profundamente, ela se preciso, até morreria para que vivêssemos. Quem tem Mãe tem um tesouro, quem não a tem é que sabe o quanto faz falta o amor materno.
O maior de todos os homens sequer teria nascido se não fosse por intermédio de sua Mãe, Pense nisso ao criticar ou julgar este Ser tão maravilhoso.
Mães são a Luz Divina que iluminam a vida na Terra, nossa grande Mãe.
A saudade de uma Mãe que voltou para os braços de Deus deixa um vazio tão grande no peito que somente muitas lágrimas conseguem expressar um pouco da dor da perda.
Abrace sua Mãe e diga em vida o quanto a ama por tudo que ela representa, tansforme em palavras o seu sentimento pois, quando ela partir, você com certeza sempre achará que não disse tudo que deveria nem fez tudo que gostaria de fazer por ela.
Sua Mãe receberá o maior dos presentes se você abraçá–la e lhe disser o quanto a ama. Com certeza nenhum outro presente terá tanta importância para ela.
Demonstre seu amor a quem sempre te amará não importando se você se der bem ou não na vida.
Quem tem Mãe tem um pedaço do ceu na Terra.

domingo, 4 de maio de 2008

sobre a preguiça de ler...

A coisa é preocupante.
Há algum tempo tenho feito alguns testes e pesquisas e cada vez mais a certeza de que as pessoas da nossa época (pleno século XXI) tem cada vez mais preguiça de ler.
Basta que um texto possua mais que 20 linhas para que seja lido apenas por uma minoria, inclusive na internet.
É também reflexo de uma cultura de pouca memória ou conteúdo, pois a cultura que a escola propicia todos sabem que é a mínima possível para evitar a criação de bons(as) pensadores(as). Quanto mais pessoas cultas menor a chance de enganá-los com manobras políticas ou televisivas...
Quem quer ter conteúdo busca conteúdo.
A mania de resumos está definitivamente implantada. Todos sabem, através da internet ou tv, apenas um pouco de cada coisa. Aquilo que é notícia em todo lugar de uma hora pra outra cai no esquecimento tão rapidamente que chega a assustar.
Dificilmente alguma notícia ou assunto tem continuidade após os instantes de euforia iniciais.
A preguiça é a maior companheira das pessoas que estacionam em algum canto da vida e passam o resto dela a reclamar em bares ou outros lugares sem nada fazer para mudar as coisas. Nada para elas é bom. Na verdade quem muito reclama sempre faz muito pouco...
No curso Superior um certo dia o professor de estudos de problemas brasileiros pediu a todos que destacassem uma folha do caderno para uma prova no primeiro dia de aula. Após vários protestos, a prova foi iniciada. Quase todo mundo em uma classe com 135 alunos tirou entre 0 e 3 (as notas iam de 0 a 10). As perguntas eram fáceis ao extremo, mas as pessoas não tem o hábito de ler, infelizmente a esmagadora maioria.
Abaixo algumas das questões, aproveite e responda sem consultar para apenas testar em que grupo você está:
1. Qual a cor do capacete dos soldados da ONU?
2. Quais são os pontos cardeais?
3. Quais são os pontos cardinais?
4. Onde é a sede da ONU?
5. Qual o nome do primeiro Presidente do Brasil?
6. Em que estado está localizada a capital do Brasil?
Não coloco todas as perguntas pois a maioria teria preguiça de ler ou responder.
Pense a respeito...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

separados

Sem nada dizer ela se foi. A casa ficou maior, tudo era só dele.
Não haveria mais necessidade de discussões. Nada de ter de arranjar desculpas para os atrasos ao sair do trabalho. Sua liberdade não mais seria vigiada.
Aquela cervejinha com os amigos após o dia de trabalho, o futebol aos domingos, a TV seria só sua. Tudo isso sem protestos da parte dela.
A comida?
Bem havia tantos lugares para comer que tanto faria ter comida em casa ou não. Aliás, era bem chato ter que ajudar na louça do jantar.
Sexo?
Ora, com tantas mulheres carentes à disposição, tudo seria muito mais simples.
Sua primeira semana de liberdade foi maravilhosa. Fez tudo o que lhe vinha à cabeça; dançou, bebeu, saiu com todo tipo de mulher, espalhou roupa suja pela casa toda, deixou o banheiro molhado depois do banho, cuecas no vaso sanitário, largou sapatos sujos no tapete da sala, etc...
Passada a primeira semana, tudo ficou complicado. Ninguém guardou os sapatos e as coisas espalhados pela casa. Ninguém lavou a pilha monstruosa de louças sobre a pia. O papagaio morreu de sede, ou seria de fome?
- Cadê a pomada pra gonorréia? Malditas putas!
Os amigos de copo viraram uns bêbados chatos e monótonos. Como é que alguém poderia gostar de ficar em bares?
Na terceira semana só havia espaço para lamentações. Como era chato levantar e não ter com quem conversar...
Por falar em acordar, "perdera" a hora de ir para o trabalho pelo menos quatro vezes na semana passada.
É, quem diria que ela faria falta algum dia?
Passou, por coincidência ou não, pelos lugares que costumavam frequentar durante o namoro.
Doeu muito o peso das lembranças, o sorriso dela estava em todo lugar. O brilho daqueles olhos negros o perseguia para onde quer que olhasse.
Os casais passavam ao seu lado abraçados como que zombando de sua tristeza. Via os cabelos negros dela esvoaçando em todas as cabeças que andavam pelas ruas. Sentiu falta de ouvir sua voz, mesmo que fosse para xingá-lo dos piores nomes possíveis.
Desistiu de buscar prazer em outros corpos, só ela sabia como e onde tocá-lo, fazendo com que alcançasse os maiores orgasmos possíveis.
Ah! Se seus olhos estivessem fechados, poderia sentir o cheirinho delicioso da comida feita com todo carinho, mesmo quando chegava fora de hora.
A quarta semana seria decisiva. Ou ela voltava ou ele morreria. Não fazia sentido viver uma vida que não fosse ao lado dela.
Pediu a uma amiga em comum que marcasse o local e a hora do encontro onde diria tudo o que lhe sufocava o peito. Diria o quanto a amava e do vazio que o engolia a cada momento longe de seus braços. Ela definitivamente saberia como ocupar seus espaços vazios.
Falaria de sua estupidez, da falta que ela fazia em sua vida.
Faria dela a mais feliz das mulheres, a cobriria com todo seu amor pra sempre. Nada mais se interporia entre eles. Nada de bar, amigos, mulheres ou bebidas. A TV seria somente dela, inclusive nos finais de semana, mesmo em final de campeonato.
De agora em diante ela daria as cartas do relacionamento.
Colocou sua melhor roupa, comprou as mais belas flores que encontrou no caminho e lá foi ele em direção da felicidade que deixara de ver na rotina da vida a dois. Felicidade que trocara por coisas sem a menor importância, agora podia ver.
Fez questão de recriar o clima do dia em que se conheceram, o mesmo barzinho, a mesma mesa, tudo mais ou menos igual. Enquanto ela não chegava, teve a certeza de que ela foi a melhor coisa que ele fez por ele mesmo.
Ela não veio. A noite terminou e com ela sua esperança de voltar a ser feliz. O dia veio ensolarado e iluminou um rosto onde lágrimas corriam livremente.
No tempo em que estiveram separados ela arranjou um novo amor e estava vivendo feliz ao lado dele.
Isso pelo menos foi bom saber, pois quem ama de verdade quer acima de tudo ver feliz a pessoa amada, mesmo que seja em outros braços.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

sujo de sangue

Não fazia sentido lutar. Seus melhores amigos haviam morrido, o sangue deles ainda estava grudado em seu uniforme, em sua pele...
Como tudo havia começado pouco importava. De súbito compreendera ser estupidez lutar e matar pessoas. Fosse qual fosse o motivo, nada deveria ser mais importante que a vida.
Todos os homens e mulheres mortos ao seu redor por pior que fossem não mereciam morrer assim; assassinados!
Tomou sua decisão, não mataria mais ninguém!
Suas mãos já estavam manchadas demais com o sangue alheio!
Se alguém quisesse continuar matando não era problema dele, sua decisão seria inabalável.
Lembrou – se de quando era um simples garoto matriculado num colégio qualquer antes de toda aquela loucura começar. Tudo o que ele queria era um pouco de aventura e uma grana a mais pra comprar um pouco mais de “erva”.
Todos seus amigos alistaram – se para defender a Pátria e matar um pouco de bandidos de um outro País qualquer.
-- Quem é o inimigo?
-- Sei lá, atira em quem tiver uniforme diferente do nosso!
Essa foram as ordens recebidas.
-- Matem todo mundo, depois vamos pegar tudo o que tiver valor e mostrar para as mulheres deles o que é um homem de verdade!
-- Como assim, por que matar as crianças também?
-- Filho de inimigo é inimigo também.
Seu olhar denotava desespero e nojo de si mesmo e de todos os que como ele vivam matando os outros, inimigos da Pátria ou não.
Sua idade? Talvez vinte anos ou menos, pois o rosto envelhecido pelo horror de matar ou morrer esconderia para sempre sua verdadeira aparência.
Pato fora seu último amigo a tombar inerte aos seus pés, um pedaço de seu cérebro, despedaçado por um tiro de grosso calibre, ainda estava grudado em sua farda desgastada pelas pesadas lutas que faziam parte da guerra. Suas lágrimas estavam misturadas ao sangue de vários amigos mortos, ao seu suor e ao próprio sangue.
Sua “erva” já não acalmava os pesadelos, os medos e o ódio pelo absurdo de matar para viver e impor os desejos de sua Pátria à Pátria dos inimigos. Ele só queria poder matar quem o transformara em um morto ambulante, um matador bem mandado, que não fora mandado para questionar e sim para morrer ou matar pela Pátria e os ideais dela, mesmo que não fossem os seus.
Ouviu passos furtivos aproximando – se de onde estava fumando seu “baseado”, pouco lhe importava se eram passos amigos ou inimigos, talvez fosse melhor morrer que matar. Pelo menos os mortos deveriam estar em paz e longe do medo das balas adversárias e, o que é bem pior, do medo da consciência que eternamente lhe cobraria pelas mortes que pesavam em seus ombros.
Os passos não eram de um inimigo ou de um amigo, eram de um garoto assustado e faminto. No rosto do garoto estava estampado o quanto a guerra é cruel. Ele perdera ambas as vistas e tateava pelas paredes destruídas pelas granadas em busca de ajuda e de comida.
O matador de homens chorou mais uma vez ao ver o resultado da luta entre “Pátrias”, pois aquele garoto que nem sabia o que é “Pátria”, perdera a visão e todo seu futuro, pois ou morreria de fome ou despedaçado por uma bomba.
Deu um pouco de sua comida ao garoto, lavou seu rosto e providenciou ataduras para a pequena face marcada para sempre. O garoto não se lembrava de seu nome, só do apelido que lhe deram; Pato.
As lágrimas o garoto não podia ver mas ouvia perfeitamente os soluços de seu benfeitor ao ouvir seu apelido.
O nascer do Sol acordou o matador de homens, ao seu lado estava sua nova e única missão naquela estúpida guerra; o garoto, que seria mantido vivo custasse o que custasse.
Mas o garoto amanhecera morto, não resistindo aos ferimentos sofridos. Seu rosto inerte tinha a serenidade de quem partiu sentindo gratidão.
O matador de homens também preferiu morrer a continuar matando e foi embora para outra vida, onde pediria perdão a todos que matara nesta.

Comente, sua opinião é importante!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

em quem confiar?

Depois de algum tempo sem postar, não por falta de assunto, apenas para refletir e cuidar de outras coisas que estavam meio que de lado, andei dando uma lida em coisas que armazeno no computador para ler e reler.
Eis que, dentre muitos textos que recebo por e-mail ou que simplesmente pego na rede, reli o que reproduzo abaixo. O autor não sei quem é, e por esse motivo, não coloco os créditos.
Vamos ao texto:
"* Qual é o capítulo mais curto da Bíblia?
Salmo 117
* Qual o capítulo mais comprido da Bíblia?
Salmo 119
* Qual o capítulo que está no centro da Bíblia?
Salmo 118
* Há 594 capítulos antes do Salmo 118
* Há 594 capítulos depois do Salmo 118
* Se somar estes dois números totalizam 1188
* Qual é o versículo que está no centro da Bíblia?
Salmo 118:8
Esse versículo diz algo importante sobre a perfeita vontade de Deus para nossas vidas. A próxima vez que alguém te disser que deseja conhecer a vontade de Deus para sua vida e que deseja estar no centro da Sua Vontade, indique a ele o centro de Sua Palavra, Salmo 118:8:
"Melhor é colocar sua confiança no Senhor teu Deus que confiar nos homens".
Agora, diga, seria uma casualidade isto?"

A verdade está disponível a todos, basta procurar com olhos e mente abertos. reflita e, principalmente use o que aprender durante o curso da vida.

domingo, 23 de março de 2008

o que é a morte

Transição de um plano para outro da existência. O fim da existência. Apenas uma mudança de estado de consciência.
Eis algumas definições da Morte, certeza absoluta do ser humano.
Ao nascer, estamos já a caminho da morte. O que fazemos entre o nascimento e a morte é que conta.
Nada trazemos nada levamos a não ser as sensações e experiências que tivermos. Boas ou ruins.
Certo homem buscou durante toda sua existência acumular riqueza e nada o impedia de buscar cada vez mais formas de muito ter. Chegou ao ponto de roubar os próprios pais e deixá-los na mais absoluta miséria.
Amores ofertados foram todos recusados, pois ter bens materiais significava em sua mente poder comprar pessoas e amores.
Família significava despesas e, portanto, desnecessária.
Amigos, só enquanto davam lucro ou oportunidades de tê-lo.
Religião não, todas elas só queriam seu dinheiro suado.
Caridade e amor só os tolos perdiam tempo com isso.
A solidão era a melhor companhia, pois podia em segredo ficar conferindo seus reais ganhos sem que alguém o espionasse e denunciasse ao governo a sonegação fiscal.
Os conselhos dados por pessoas que tentavam fazer com que acordasse eram motivo de piadas.
O tempo, senhor de todas as verdades, foi passando e, com ele, a juventude e a saúde...
Acamado e à mercê de médicos que sua paranóia tornava mercenários e inescrupulosos, não via a cura para sua doença degenerativa.
Seus bens não eram administrados da forma que ele fazia. Os empregados e parentes outrora humilhados é quem o destino cruel colocava para destruir tudo que conquistara de forma vertiginosa. Já não podia falar ou mover-se e, com requintes de crueldade, um de seus sobrinhos o colocava a par da falência de mais uma de suas múltiplas redes de lojas.
Lágrimas corriam de seu rosto enquanto parentes brigavam e dividiam seus bens antes mesmo de sua morte.
Foi dado como morto por três vezes e voltou, para decepção de seus parentes que não faziam questão de esconder o descontentamento.
Preso à cama nada podia ou conseguia fazer a não ser sofrer e muito.
Sentia um frio incomum a invadir o quarto e pode ver uma sombra escura a observá-lo. Soube de imediato que este era o fim, finalmente morreria e poderia escapar do arrependimento e da dor de ver tudo que conquistara se perder em tão pouco tempo. O fim era muito solitário, já não o visitavam mais. Cada vez que a porta do quarto abria aguçava os ouvidos para ouvir a voz de algum parente, não importava mais se eram xingamentos ou lamentações, precisava da presença de alguém...
Sentiu medo, solidão, desespero, saudade da mulher que tantas vezes lhe ofertara amor...
A fé que achava não sentir transformou-se em condenação no seu modo de ver, ele sequer sabia rezar e não podia pedir que rezassem por ele, não mais podia falar.
Intuía que a morte seria cruel com ele se existisse um local para onde iriam os mortos que, como ele, não acreditavam em Deus.
A quem pedir socorro se a toda forma de encontro com Deus virara as costas?
O vulto aproximou-se mais de seu leito de morte, já sentia o frio da presença e o hálito da morte.
Mentalmente pediu perdão a Deus e a todos que magoara, mesmo sentindo que não seria perdoado.
A passagem se deu de forma inesperada, não houve dor ou sons. Acordou em um lugar imaculadamente branco e cercado de olhares bondosos que deveriam estar enganados a seu respeito. Não aceitou os remédios e carinhos por achar que não era merecedor. Fechava-se em suas culpas e não era alcançado pelas palavras e vibrações a ele destinadas.
Tanto se recusou a perdoar a si mesmo que começou a sentir seu novo corpo, embora perfeito, cada vez mais pesado ao ponto de não conseguir mais caminhar naquele local iluminado, despencando finalmente para o lugar que achava merecedor de estar quem agia como ele agiu em vida.
Escuridão e sofrimento acompanhados de castigos e muita dor. Era isso que ele merecia era isso que estava acontecendo.
Não podia ou não conseguia perdoar seus erros...
Semeara e estava colhendo sem muita revolta. Apenas colhendo...
Aceitava e achava justo seu castigo. Não podia aceitar estar em um local de Luz, não ele.
Acreditava muito no ditado chinês que afirma; “A semeadura é livre, a colheita é obrigatória”
Ficou lá até achar que a pena fora cumprida.