sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Alguns Softwares Legais de Usar

Bem, já faz algum tempo que não posto algo sobre softwares que facilitam o dia-a-dia de nós, apaixonados por computadores.
Deixarei aqui uma lista com alguns dos que acho mais importantes no uso constante com uma breve descrição e, para baixá-los, clique no próprio nome do programa.

aTube Catcher - Acho ótimo quando o assunto é baixar e converter para o formato desejado os videos do Youtube. O programa é totalmente grátis e baixa diretamente do Youtube, Stage6, MySpace,Dailymotion, Google Vídeos, etc... É leve e intuitivo, além de ser também em portugues. Também permite gravar tudo que voce ve na tela, fazer dvd com o que baixar. É mais rápido baixar com ele do que assistir nos sites, além do que, estando no seu computador, voce assiste quando quiser. Vem com alguns programas no instalador, eu não uso nenhum deles. É só tomar cuidado na instalação e desmarcar todos os 'X'. Só no antivirus oferecido que voce deverá escolher a opção 'i decline' para não instalar, o resto é só desmarcar o 'x'.

ConvertXtoDVD - O melhor e mais fácil programa para converter seus vídeos e filmes em dvd. Suporta os principais formatos da internet  (Xvid, MOV, VOB, MPEG, MPEG4, MP4, AVI, WMV, DV e streams). O dvd fica como os profissionais com menu, legendas separadas, etc. Voce cria o dvd com 3 ou 4 cliques. Aqui coloco a versão grátis para teste.

WinRAR - Animal para compactar e descompactar os arquivos da internet. O único que usa mais de um núcleo de processamento da CPU. Não é o que deixa os arquivos em menor tamanho mas é o mais usado. A versão aqui é gratis por 40 dias, depois voce pode usar pra sempre apenas fechando a janela que pede o registro. Antes de baixar verifique seu sistema operacional e se ele é de 32 ou 64 bits no caso do windows.

qBittorrent - Na minha opinião o melhor para baixar no formato torrent, tão popular nos sites de download. Além de tudo, possui um sistema de buscas integrado para pesquisar diretamente sem necessidade de estar nos sites. Em portugues, grátis e fácil de usar.

Everest Home Edition - Quer saber sobre a placa mãe, memória, disco rígido e etc..., e do sistema operacional, como Service Pack e versão do DirectX, etc...? Esse é o programa. Em portugues, grátis e fácil de usar. Aviso importante: não se atualizará mais, poderá ficar obsoleto com o tempo e não conseguirá detectar informações de hardware e software  mais recentes.

Espero que gostem, no futuro, talvez, mais alguns.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ETs, Eles Estão Entre Nós, Esperando...

Ele saia pontualmente às 5:00 horas todos os dias da semana e voltava às 24:00 horas. Sempre vinha com uma mala grande que retirava na porta da casa antes de estacionar o carro.
O que passou a intrigar ainda mais um de seus vizinhos foram alguns sons ininteligíveis que ouvia vindos da casa do Estranho, como todos o chamavam. Seu nome era Peter alguma coisa, ninguém conseguia pronunciar seu sobrenome.
Era um zumbido constante e que nunca aumentava ou diminuia, sempre baixinho.
A casa sempre estava às escuras, mesmo quando Peter estava lá.
Ciro, seu vizinho mais curioso, perdia noites de sono observando e ouvindo atentamente os sons vindos da casa de Peter.
Em suas observações notou que Peter, o estranho, era excessivamente branco e parecia emitir um certo brilho nos olhos como o dos animais no escuro. Também notou que o estranho não aparentava possuir pelos pelo corpo, uma vez que, pelo binóculo com que o observava, notou que não possuía barba ou sobrancelhas. Outras partes do corpo, à exceção das mãos e do rosto nunca eram visíveis.
Peter tinha uma descamação no rosto constante e parecia sempre estar com frio pois não tirava o sobretudo que usava sempre que era visto.
Ciro não aguentava mais de tanta curiosidade e decidiu entrar na casa de Peter, o estranho, na sua ausência.
Esperou que Peter saísse no domingo, dia em que todos estão mais preguiçosos e domem até mais tarde, e levou a cabo suas intenções.
Sabia o quanto era errado o que faria mas não hesitou, queria por fim a pelo menos parte daquele mistério que tirava seu sono e o sossego.
Arrombou a porta dos fundos da casa com todo cuidado para não levantar suspeitas. Munido de uma lanterna e uma faca escondida no cinto da calça, entrou.
A escuridão era total, exceto pela luz que a lanterna propiciava. Chegou à sala, nenhum móvel estava lá, o mesmo na cozinha. Subiu as escadas, abriu a porta de um dos quartos e também nenhum móvel havia.
O segundo quarto estava trancado e alguns sons, além do constante zumbido, eram ouvidos, não dava para distinguir o que eram, o medo e vontade de sair dali começaram a tomar conta de Ciro. Quem ou o que estaria produzindo os barulhos?
Se saísse jamais saberia. Foi com esse pensamento que começou a forçar a porta, que custava a ceder.
O suor escorria em bicas, a garganta seca, as pernas e mãos tremulas ante a expectativa...
Os sons cessaram assim que a porta começou a abrir com um rangido que acordaria até defuntos segundo a percepção exaltada de Ciro, que temia o que encontraria no quarto.
Tomou coragem e, antecedido pela luz da lanterna, entrou.
Seu coração parecia que saltaria pela boca quando a luz iluminou um deles. Era um ser pequeno, quase do tamanho de uma criança, com uma cabeça desproporcionalmente grande para o tamanho do corpo. Os olhos eram imensos e sem sobrancelhas ou pálpebras. A boca era diminuta, não possuía orelhas aparentemente. A pele era levemente acinzentada.
A criatura buscou sair da claridade e Ciro não conseguia se mexer, preso à surpresa. Outros vultos eram visíveis e Ciro dirigiu a luz na direção deles. Eram todos semelhantes e não era possível distinguir um do outro, tamanha a semelhança.
Ciro contou cinco seres. A luz da lanterna dançava pelo aposento de um lado para o outro, iluminando cada um dos seres que alcançava.
A lanterna caiu da mão de Ciro quando iluminou um dos cantos do lugar. Ali estavam empilhados ossos de várias pessoas ao lado de um estranho aparelho que emitia um zumbido. Só os ossos, muitos ossos.
Ciro ficou paralisado quando as criaturas se moveram na escuridão em sua direção. Temia ter o mesmo fim dos donos daqueles ossos jogados no canto daquele quarto. Queria correr, gritar, lutar, qualquer coisa menos ficar ali parado.
Só pode aguardar enquanto as criaturas se aproximavam. Um torpor tomava conta dele à medida que chegavam mais perto. Um deles fez um gesto e uma leve e azulada luz transformou a escuridão em penumbra.
Estavam em semicírculo ao seu redor e olhando para seus olhos, unica parte do corpo que podia mover. Se foram horas ou minutos, não saberia dizer, perdeu a noção de tempo.
Peter chegou. A penumbra diminuiu um pouco e ficou acinzentada. Peter começou a olhar para as criaturas e todas saíram do quarto.
Em sua voz sibilante, falou:
- Muito bem, Ciro.
- Por que?
Ciro, achando que não conseguiria falar, articulou uma resposta:
- Curiosidade e burrice. Balbuciou.
- Você sabe que a curiosidade matou o gato, não é?
- Não quero morrer! respondeu Ciro, ainda mais assustado.
- Por que pensa que vai morrer?
- Aqueles ossos...
- São de pessoas há muito falecidas e que usamos para criar um remédio para muitas doenças. Respondeu Peter com algo que pareceu um riso.
- Mas, as criaturas não são humanas. Elas não se alimentam de seres humanos?
- Claro que não, embora adorem carne crua!
- Eles comem carne de animais somente?
- Não. Se faltar a carne animais, eles provavelmente voltarão a comer carne humana.
Ciro, apavorado, afirmou:
- Se você não os alimentar, eles irão devorar as pessoas da vizinhança?
- Primeiro serão os animais de estimação, depois...
Ciro, temendo pelo rumo da conversa, ficou calado e tentava desesperadamente se mexer. Não era possível, só olhos e boca funcionavam. Pensou em gritar por socorro mas temeu o que lhe aconteceria antes do socorro chegar, se viesse.
- Vejamos, falou Peter, te dou a eles como refeição, te deixo em um lugar de onde não voltará ou te mato e enterro no quintal depois de tirar todos os seus ossos?
Ciro gemeu, Suas calças estavam molhadas, soube, mesmo não podendo sentir ou mover-se.
Peter olhou serio para Ciro e revelou:
- Estamos buscando formas de evitar o fim de vocês, humanos. O planeta está morrendo, e com ele, vocês!
- Algumas doenças já extintas no passado estão voltando de forma mais difícil de tratar.
- Os recursos naturais estão caminhando para não mais existirem.
- A natureza, para se manter em funcionamento, está vendo vocês como o inimigo a ser destruído e está mudando as condições para dificultar ao máximo a sua sobrevivência com terremotos, erupções, mudanças climáticas e etc...
- Vocês serão exterminados antes que exterminem tudo!
- Fomos nós que demos a vocês as ferramentas para o desenvolvimento industrial e maneiras para modificar a natureza. Somos responsáveis indiretamente pelo que fazem e viemos tentar ajudar de novo ou exterminá-los de vez!
- A primeira leva de nós veio para estudá-los e ver se o desenvolvimento era sustentável.
- Claro que alguns de nós somos canibais e achamos vocês um prato suculento...
- Estamos nesse momento criando remédios que curarão quase todas as doenças e buscando o contato com os governantes para influenciar a mudança. Caso não funcione, a maioria de vocês virará gado para alimentar várias raças e o restante será usado como escravos.
- Não iremos permitir que seres inferiores destruam o equilíbrio do universo.
- Nossos governantes sabem de vocês?
- Sim. Todos sem exceção sabem de nós. Uns mais, outros menos. Todos sabem.
- Então vocês sempre estiveram entre nós?
- Sim, estudando, ensinando e comendo algumas centenas de vocês!
- O prazo final é breve. Não poderemos adiar mais. Vocês melhoram ou viram comida e escravos.
- Eu não sabia da existência de vocês nem que seriam juízes da raça humana. Não é justo!
- Os Avatares sempre foram enviados a vocês por nós e vocês não lhes deram ouvidos, preferindo rezar sem nunca mudar de verdade.
- Só estamos aguardando que os últimos de boa índole mudem a coisa ou morram tentando...
- Você vai me matar?
Não, seria suspeito e, quando mudarmos essa pequena de muitas bases, ninguém irá acreditar em você, como não acreditam nos abduzidos.
Assim, após um tempo que não soube calcular, Ciro virou mais um dos atormentados que buscam convencer a todos do que viu e ouviu deles, que estão entre nós aguardando...



comente, é bom e eu gosto!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arauto do Sangue: A Pedra Negra

Olhando paralisado para aquela pedra negra, Hugo viu tudo que perdera para consegui-la. Matara seu melhor amigo e companheiro de tantas outras aventuras para não ter que dividir a pedra negra que daria poderes incomparáveis ao seu dono.
O sangue de muita gente fora derramado pela posse da pedra. Hugo e Israel, seu melhor amigo, haviam matado uma família inteira para tomá-la. Até um bebe fora morto pela dupla.
Sentiria saudades de Israel, pensava Hugo. Foram muitas aventuras e desventuras até descobrirem a existência da pedra negra citada em um livro de RPG.
Marco, outro parceiro de jogos e algumas aventuras, foi quem lhes falou onde poderia estar a pedra negra do jogo. Havia uma casa próxima de onde moravam em que as pessoas tinham um comportamento assustado e desafiador. Os vizinhos evitavam os moradores da casa que sempre tinha as luzes apagadas fosse qual fosse o horário do dia ou da noite, nem mesmo quando o bebe chorava elas eram acesas. Muitos diziam ouvir sons estranhos vindos da casa e os animais domésticos enlouqueciam e fugiam do contato com os moradores da casa nas raras vezes em que saiam, geralmente a noite.
Marco, por morar mais próximo da casa escura, como todos a chamavam, observara por um bom tempo a casa e seus moradores. Havia um comodo que mesmo a luz do dia não iluminava quando a janela era esquecida aberta. Certa vez viu um dos meninos com a pedra na mão e os olhos fora das orbitas olhando hipnotizado para a pedra negra. Ao seu redor tudo era escuridão. Só se via o garoto e a pedra.
Marco quase morreu de susto quando o garoto olhou para ele. Não conseguia se mexer ou articular palavras, só medo, um terror inexplicável pelo que viu ou imaginou ter visto nos olhos do garoto por um minuto que lhe pareceu toda uma eternidade no inferno. A coisa parou quando o pai do garoto tomou a pedra de suas mãos, o agrediu com um soco e fechou a janela. Quando o pai do garoto tocou na pedra, a claridade tomou conta  de todo o ambiente e Marco julgou ter visto vários seres medonhos olhando em sua direção.
Apavorado, correu e contou para os amigos, que, a partir daquele momento, decidiram sem precisarem falar, que seriam os donos da pedra negra.
Armados até os dentes, Hugo e Israel invadiram a casa e começaram a atirar em tudo que se movia na escuridão agora eliminada pelas lanternas e buracos feitos no teto da casa pelos tiros que a dupla disparava com esse fim. Mataram todos, até o bebe, que mais parecia um rascunho de demônio. O pai foi o ultimo, morreu na porta do quarto medonhamente escuro onde a pedra era guardada.
A pedra estava enrolada em uma espécie de couro onde se viam estranhos caracteres em uma língua cuneiforme, provavelmente escrita de um povo esquecido pelo tempo.
Hugo, ao tocar na pedra, perdeu os sentidos. Israel, mais prudente, pegou na parte coberta pelo couro e nada sofreu, aparentemente. Sentiu vontade de matar o amigo ali mesmo enquanto ele estava desmaiado. Não o fez.
Quando Hugo acordou estava na casa de Israel, que olhava hipnotizado para a pedra negra, parecendo estar em outro lugar. Tão absorto estava que não percebeu a faca em suas mãos e o brilho da cobiça em seu olhar. Foram tantas facadas desferidas no amigo que Hugo perdeu a conta.
O sangue de Israel espirrou na pedra, que passou a brilhar em seu tom escuro, parecendo viva.
Hugo só conseguia pensar, não podia se mover. A pedra o possuíra, disso ele tinha certeza. Viu que nunca seria dono dela e sim o contrário, estava irremediavelmente preso a ela enquanto durasse sua vida.
Sangue, ha muito tempo ela não era banhada por ele.
Seus malditos guardiões a privaram por seculos do sangue.
Precisava estar banhada em sangue para dominar o mundo e permitir a vinda deles para esse planeta.
O sangue da humanidade alimentaria seus senhores por meses...
Precisava de seu mais novo escravo para começarem os rituais de sacrifício e muito sangue humano para estar mergulhada.
Ordenou a Hugo que destruísse o pergaminho sagrado que a impedira de dominar completamente a família que era sua guardiã e sabia controlar sua ânsia por sangue humano. Por muitas gerações eles a deixaram sem sangue, o que diminuia sua força. Usara os olhos de um dos guardiões para fazer contato com Marco naquele dia.
O normal seria um dos guardiões ter matado Marco para que não dissesse a ninguém que vira a pedra negra. Erro que custou a vida de todos os guardiões que a vigiavam dia e noite.
Hugo saiu da casa com a pedra no bolso interno de seu sobretudo negro, invadiu um berçário e sangrou todas as crianças que viu, coletando o sangue derramado em uma banheira onde cuidadosamente colocou a pedra. Policiais invadiram o prédio, mais sangue que Hugo ofereceu a pedra negra, que já não cabia na banheira. Ela crescera até o tamanho de um homem. Dentro da pedra já se viam vultos aguardando...
A pedra negra emitia um som rouco e durador que atraiu centenas de pessoas ao prédio. Elas faziam fila para entrar no berçário e se ajoelhavam na frente da pedra para que Hugo lhes decepasse a cabeça, fazendo seu sangue jorrar, encharcando-a cada vez mais de sangue.
Hugo chorava, queria fugir dali mas não podia, sua vontade não contava, era a pedra no comando.
O poder da pedra aumentava exponencialmente na medida que era banhada em sangue. Agora já eram milhares na fila para serem sacrificados.
Hugo viu o primeiro deles sair da pedra, um horror indescritível tomou conta de seu ser. Para descrever o indescritível não existem palavras. Ele teria infartado não fosse a pedra a mante-lo sob controle.
O olhar da criatura era um passeio nos nove circulos do inferno, não viu outras emoções, só um ódio indescritível pelos seres humanos e uma fome insaciável por sangue.
Sentiu que morreria naquele momento.
A criatura o olhou por mais um instante e ele soube da terrível verdade. Não morreria. Depois de trazer todos para servirem o próprio sangue para a criatura e seus companheiros teria seu corpo modificado para buscar mundos em companhia da pedra negra onde existissem humanóides para sevirem de alimento.
Seria o arauto da maldita raça de tomadores de sangue.
Alguns que chegavam na fila tinham as cabeças arrancadas pelas próprias criaturas em sua sede insaciável. Já havia 12 deles no berçário. O cheiro de sangue era  insuportável. Outros homens estavam sendo usados para empilharem os cadáveres, seriam drenados por ultimo.
A pedra parara de crescer e se tornara avermelhada em um tom próximo ao do sangue humano.
Os 12 seres monstruosos não paravam de beber o sangue nem de matar as pessoas que formavam a fila tal qual gado em abatedouro, sabiam que iriam morrer mas não podiam lutar contra isso.
Alguns meses depois as criaturas eram 1200 e a raça humana estava próxima da extinção.
Hugo e a pedra negra foram enviados a uma lua em uma galáxia distante onde seres muito parecidos com os humanos dançavam e brincavam em torno de um templo de pedras circulares...


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Dia e a Noite, O Sol e a Lua

O Dia se sentia muito solitário e, embora tudo acontecesse sob sua luz, nada o alegrava mais.
Ele ia embora sem nunca olhar para traz em sua rotina diária. Sequer sabia o que acontecia e quem o substituia na vida das criaturas por ele e o Sol iluminadas.
O Criador, por motivos dele, em algumas épocas dava ao dia menos horas para compensar as épocas em que o dia precisava durar mais tempo.
Ocorreu que, sem bem saber porque, o dia olhou para traz para ver quem o substituiria. Qual não foi seu espanto ao ver que uma escuridão esmagadora o seguia.
Apressou o passo sem saber porque e aquele dia foi o mais curto de que se teve notícia.
Cansado de fugir, o Dia parou e resolveu encarar a escuridão que parou também a uma distancia segura, foi a mais longa noite.
O dia intrigado com a atitude da escuridão, resolveu voltar. Descobriu que não poderia.
Que mecanismo era aquele que não o deixava retroceder?
Tentou, tentou e tentou até desistir.
Uma voz se fez ouvir acima de tudo, até pensamentos pararam ao ouvi-la:
- O Dia e a Noite devem seguir seu curso sem jamais se tocarem para que toda a criação funcione, cada qual no seu período!
Noite. Então era aquele o nome de quem vinha quando ele ia, pensou o dia enquanto seguia em frente sem ousar contrariar a voz.
Depois de um tempo de meditação e desconforto, o Dia fez um pedido ao Sol, seu olho e farol da criação:
- Meu amigo e fiel escudeiro, será que voce poderia me fazer um favor pessoal?
O Sol ainda mais brilhante prontamente disse sim.
- Sabe, quando me vou e te levo comigo, vem a Noite com sua total escuridão. Eu fiquei morto de curiosidade em saber como é a Noite e o que acontece com a criação quando ela chega mas não posso voltar. Preciso que voce de uma espiadinha e me conte o que acontece, nem que seja só um minutinho.
O Sol pensou, pensou e pensou.
- Está bem, só uma espiadinha, pois, além de ser seu escudeiro, tenho minhas ordens superiores e não devo contrariá-las.
O Dia era pura excitação e expectativa, não via a hora de ir embora para que o sol pudesse dar uma espiadinha e lhe contasse tudo. Mesmo sabendo que levaria uma bronca, foi embora um pouco mais cedo.
A Noite veio, e com ela a escuridão. O Sol, atendendo ao pedido do Dia, rasgou o veu do ceu noturno, clareando tudo e causando um rebuliço medonho na criação. Foi o primeiro eclipse lunar.
Assustado, o Sol rapidamente fechou o rasgo e fugiu para a companhia de seu mestre, o Dia.
Nada precisou dizer, o dia havia visto tudo e fora advertido pelo Criador para que não se repetisse.
O Dia obedeceu e jamais pediria ao Sol para repetir o ato. Ocorre que o Sol viu a Lua, escudeira da Noite, e se apaixonou por ela. Ela também se apaixonou por ele.
Dia e Noite não sabiam o que fazer. Consultaram o Criador e ele, em sua infinita bondade, mesmo sabendo que noite e dia não poderiam coexistir, permitiu a Noite que, durante um período do ano, fosse e deixasse a Lua no ceu por um tempo a mais para que estivesse junto ao seu amado Sol.
Para que Dia e Noite pudessem conversar por instantes, o Criador também permitiu que, de tempos em tempos por Ele determinados, houvessem eclipses lunares e solares, além de criar o entardecer e o amanhecer onde Dia e Noite se tocam antes de trocarem de lugar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Caminho das Rochas

Ele sabia o futuro desde que aceitou o que teria que fazer. Essa era sua maior tortura.
Trabalhava arduamente no que devia fazer enquanto convivia com o que viria.
Tinha poucos amigos apesar de andar com muita gente.
Seus recursos financeiros praticamente não existiam. Tinha que andar e muito para ir aos lugares onde aprenderia e ensinaria.
Desde seu nascimento tudo era difícil, sua mãe foi guerreira sem igual e o pai enfrentou muito preconceito e zombaria.
Vida cheia de percalços e testes, quase nenhum amparo social, não estudou nas escolas que eram muito poucas e para poucos.
Seu tormento interno a ninguém podia revelar, preferia falar do amor de Deus em todas as situações, talvez esse fosse um fator para que tivesse poucos amigos. Deus tinha muitas regras e poucas coisas de liberdade...
Ele seguiu escolhendo a dedo quem seria louco de acompanhá-lo no sonho de provar que Deus queria e quer todos os homens iguais como os criou.
Criou um sistema no qual todos teriam o suficiente para suas necessidades, nem muito nem pouco, o suficiente. Queria todos preocupados com todos e com muito tempo para estarem juntos e felizes sem esquecer de agradecer a Deus.
Em seu sistema não havia nem haveria chefes ou comandados, patrões ou empregados, donos de mansões nem moradores de rua.
A comida era produzida por todos e comida por todos, assim sobraria mais tempo para o que seria mais importante que tudo; estarem juntos e rindo das dificuldades.
Seu peito foi ficando cada vez mais oprimido quando foi chegando o tempo de sua morte. Ele sabia exatamente como e quando morreria, o que o consolava era sentir que estava cumprindo o combinado com Deus.
Os poderosos queriam seu fim. Os religiosos queriam seu fim. Gente que nem o conhecia queria seu fim...
Ele, apesar de saber o desfecho de sua história, jamais disse qualquer coisa aos outros que mostrasse revolta, até aceitou o beijo de quem o traiu.
Quando desespero o atingiu, procurou um lugar onde ninguém o seguiria e se isolou para meditar. Chorou, sorriu, suou, teve fome, sede, ouviu sussurros que o tentaram a chutar tudo e desfrutar a vida sem se preocupar em cumprir a sina que estava escrita para ele.
Voltou ainda mais determinado, nada o desviaria do caminho que sabia seria doloroso mas necessário.
Reuniu seus escolhidos como amigos e aprendizes de seus ensinamentos que tanto contrariavam os religiosos e poderosos, repartiu a comida e a bebida pedindo que fizessem sempre dessa forma em sua homenagem. Falou aos corações daqueles homens e disse que o pai os amava como eram e que um deles seria a pedra fundamental da sua igreja embora fosse por três vezes negar ser seu amigo, perdoou de antemão ao traidor que comia em sua mesa e também disse que voltaria e eles o veriam.
Falou que eles deveriam espalhar ao mundo o que viram e viveram ao seu lado e que, no futuro creriam muito mais na sua mensagem do que naquele tempo em que caminhou entre eles.
Foi preso, torturado, humilhado e crucificado. Ninguém teve coragem de lutar por aquele que estava morrendo por todos, inclusive os que o odiaram.
Chorou, teve sede e fraquejou, pediu a Deus que, se possível, aquele cálice fosse afastado de si. Era muita dor pra um único ser...
Seu corpo e espírito sofriam o indizível.
Pediu ao Pai que se cumprisse a vontade Dele e assim foi. Morreu para ressuscitar e continuar entre nós para sempre.
Venceu mesmo parecendo ter perdido porque seguiu em frente confiando cegamente em Deus a despeito de tudo que viu e sentiu enquanto caminhava entre nós na carne.
Serão seus problemas, espinhos e sofrimentos maiores que os de Jesus Cristo?
Será que sua cruz é maior e mais pesada que a dele?
Será que Deus te abandonou e não te ouve?
Teria Deus abandonado Jesus?
Pare de achar que seus problemas são maiores do que são, siga em frente e deixe de ficar achando que você é o centro do universo.
O que você não pode e não deve fazer é ficar com pena de si mesmo e culpando Deus ou o mundo pelas situações que você procurou.
Sim, o verdadeiro culpado pelo seu sofrimento ou alegrias é somente você.
Deus te fez livre e capaz de tudo que desejar, tanto para o bem como para o mal.
Tudo e todos interagem na sua vida, mas quem comanda é você!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Um dos Caminhos

Eles se conheceram em um barzinho com música ao vivo.
Veio a vontade de estarem cada vez mais juntos após um período em que se conversaram e foram se conhecendo mais.
Não houve nenhum beijo, carícias ou qualquer toque mais prolongado, apenas era maravilhoso conversarem e beberem juntos. Os assuntos eram os mais comuns; filmes, noticiário, livros e experiencias que cada um tinha. Ele tinha 30 anos e ela 16.
Em uma noite ela exagerou na bebida e, por estar com uma saia muito curta, deixou ver mais do que faria se sóbria estivesse. Ele viu e aquilo mexeu muito com seus instintos. Foi necessário todo autocontrole para não ultrapassar os limites que haviam entre eles sem que tivessem combinado.
Ela se mostrava totalmente disponível. Ele procurava desviar o olhar e as intenções...
Quando ela se inclinou para lhe dar um beijo no rosto após uma frase qualquer ele pode ver parte dos belos e pequenos seios dela. O controle ficou ainda mais difícil.
Inventando um compromisso que não existia ele disse que precisava ir. Ela, com os braços em seu pescoço, pediu para dançarem uma música. Ele tentou resistir, precisava ficar longe daquele corpo que até então não despertara seus desejos. Adorava sua companhia mas, até então não a via como mulher e sim como uma pessoa muito boa de se ter por perto.
Cedeu e dançou com ela com a grande maioria das pessoas os olhando com emoções diversas. A maioria achando errado pois a diferença de idade era visível e estavam muito colados durante a dança.
Ele queria fugir dali de qualquer jeito e a chamou para ir pra fora. Ela aceitou e, abraçando-o bem forte, saiu agarrada a ele como se temesse que evaporasse de seus braços.
Deixaram o bar com a maioria dos olhares em suas costas. Caminharam até o ponto de ônibus, com ela cada vez mais colada no corpo dele e ele cada vez mais preocupado em se controlar. Dizia a si mesmo que era a bebida que estava comandando as atitudes dela e os pensamentos e desejos dele.
O ônibus dela veio primeiro, ela sequer fez menção de entrar, embora ele desse sinal e o veículo parasse. Quando veio o dele ela não o deixou entrar. Já era tarde e ficaria perigoso estarem ali, ele tentou argumentar ao que ela rebateu dizendo que estarem juntos era mais importante que tudo.
Ela tentou beijá-lo nos lábios, ele fugiu. Ela abraçada a ele, juntou mais ainda seus quadris, sentindo a excitação que ele já não podia mais esconder ou resistir.
Ofegante ele a beijou como nunca havia beijado alguém, suas mãos acariciando o corpo dela com sofreguidão. A eletricidade entre os dois iluminaria uma cidade inteira tamanha era a intensidade.
Havia um prédio em construção próximo ao ponto de ônibus e foi lá que fizeram amor até saciarem seus corpos cada vez mais sedentos um do outro. Ela com restos de sangue ainda nas pernas, ele com todo desejo e culpa do mundo, pegaram um táxi e foram para um hotel. Após três dias sem verem a luz do sol e mal se alimentarem, decidiram que era hora de sair dos braços um do outro.
Ele a deixou em casa e seguiu rumo a sua após longo e apaixonado beijo.
Os pais da menina o acusaram de pedofilia e abuso sexual de menor.
Ela protestou, chorou e ele foi preso.
Na cadeia ele foi agredido até a morte pelos outros detentos que, devido a uma gorda propina oferecida pelo pai da menina, foram informados pelo carcereiro tratar-se de um maníaco sexual.
Ela abandonou a casa dos pais e foi morar nas ruas, buscando a morte sem coragem de cometer suicídio. Passou a usar drogas, beber até perder a consciência, sofreu todo tipo de abuso e cometeu vários pequenos delitos.
Sonhava todo dia em estar nos braços daquele que não deixava de amar mesmo estando morto. Ele podia ter morrido para todos, não para ela. Queria matar os pais mas não tinha coragem, queria morrer mas não conseguia...
Um dia, não tendo onde dormir, decidiu ficar em uma igreja. Por volta de três horas da manhã acordou com uma luz intensamente azul e viu dentro dela um vulto. Julgou ser seu amado que vinha buscá-la e se aproximou dela. Um homem de mais ou menos 30 anos com barba até o peito e totalmente vestido de linho branco sorriu para ela, que não conseguia se mexer.
Aquele sorriso fez instantaneamente pararem suas dores, até a fome passou...
A voz não saia da boca, parecia sair de sua imaginação:
- Seu sofrimento termina hoje! Preciso de você, filha do meu amor!
Ela não conseguia falar. Como poderia portador de tanta paz, amor, caridade e tudo que há de bom precisar dela, se só o seu sorriso lhe dava vontade de viver?
Ele, como que ouvindo seus pensamentos, respondeu:
- Preciso de você, filha do meu amor, para contar aos que já esqueceram de que os amo e pedir novamente que amem aos outros como a si mesmos e a Deus sobre todas as outras coisas. São esses os pedidos e as leis que pedi que seguissem antes de me crucificarem mas a maioria já me esqueceu para seguirem outros homens que os escravizam usando a mensagem que deixei.
- Filha do meu amor, seu sofrimento chegou a mim como uma oração verdadeira e estou aqui.
- Suas lágrimas prepararam um caminho de luz que muitos poderão percorrer se você permitir.
Ela, aos prantos, disse:
- Você deve estar enganado. Existem tantas mulheres nas igrejas orando todos os dias, por que eu, que nem lembro de rezar?
- O amor verdadeiro é a maior chave para abrir as portas do céu e você o tem dentro de si. Isso já me bastaria, mas você é uma das minhas escolhidas. Eu não escolho os preparados, preparo os escolhidos.
O sorriso veio dos lábios dele de novo e a luz a banhou por inteiro.
Ela acordou pela manhã com o padre olhando para seu rosto com fisionomia brava e, ao mesmo tempo acolhedora.
Até sua morte ela se dedicou a espalhar o amor que havia recebido e que se multiplicava cada vez mais. Perdoou os pais, os assassinos de seu amado e todos os que dela abusaram e, em paz, viveu para os outros até voltar ao Criador de tudo e de todos. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Vitória Verdadeira


Há em nós seres humanos uma programação que nos impele na direção de algo que muitas vezes não sabemos o que é. Quando algo vem sem muito esforço, tendemos a achar que aquilo não é tão bom assim devido a acreditarmos que tudo deve ser fruto de muito esforço.
Ora, o céu e o inferno colaboram sempre com o ser humano, cada um por seus motivos. O inferno pra criar dependência, o céu para dar felicidade. Sim, todos nascemos para sermos felizes. Nos tornamos fúteis ou dependentes do que os meios de comunicação determinam a serviço do inferno por opção.
Será que todos deveriam ser milionários, bonitos, cultos e etc... para serem felizes?
- Claro que sim! nos diria a grande maioria.
Cada um está exatamente onde deveria para aprender e ensinar. Não quero com isso dizer que você deva estacionar. A caminhada deve ser sempre pra frente em direção da vitória.
A vitória é que é algo diferente para cada um. Busque ser o mais dedicado possível em qualquer que seja a profissão escolhida, mas, antes de tudo, trabalhe no que gosta.
Ame as pessoas do jeito que gostaria que te amassem e nunca espere nada delas. Isso faz a diferença pois quem nada espera se contenta com pouco e de pouco em pouco muito terá.
Seu status morre com você, seu exemplo dura muito mais.
Há os que precisam de muito para aprender e há os que com muito menos são ótimos alunos e professores. Pense na ironia da coisa. Um homem rico geralmente depende de muitos homens pobres para viver, já o homem pobre vive na maioria das vezes muito mais feliz sem depender de tantas pessoas. Se o dinheiro do homem rico acabar será que ele conseguiria viver?
Os sonhos e o conhecimento aliados a fé fazem com que sigamos em frente mesmo contra todas as expectativas.
No mundo capitalista você pode literalmente sair do nada e se tornar rico e poderoso.
Você pode também escolher ser sábio. Sabedoria é algo que independe de dinheiro, ao contrário, muitas vezes te afasta de ter dinheiro. Sabedoria alcançada e reconhecida torna a pessoa absolutamente necessária a todos. Os ricos precisam do sábio, os pobres, os letrados, os homens e as mulheres inevitavelmente precisam em algum ou a todo momento dos seus conselhos e conhecimentos.
Sabedoria é a única coisa que, quando alcançada, ninguém pode tirar de você. O seu saber é exclusivamente seu, por mais que você divida ou ensine é seu e se multiplica na medida em que você o compartilha.
Ao dividir conhecimento, ele aumenta cada vez mais porque com as dúvidas de quem está aprendendo, quem ensina se obriga a por em prática o que aprendeu.
Não há pobres ou ricos no conhecimento, todos precisam dividir para multiplicar.
Use a oportunidade chamada vida para adquirir o verdadeiro tesouro chamado sabedoria e o resto vem. Exatamente na proporção necessária para o grau de aprendizado que você estiver.
Supere a você mesmo sempre. Competir com os outros te dá vitórias passageiras, ultrapassar seus limites te dá vitórias realmente duradouras.
Lembre-se, você está exatamente onde deveria estar para aprender as lições de hoje.
As de amanhã são outra história. Sua história.

Quando você chora


Ai você chora.
Simplesmente chora...
O otimista dirá que você chora de felicidade.
O saudosista dirá que é de saudade.
O derrotista dirá que é porque você algo perdeu...
O inseguro dirá que é porque você tem uma dúvida cruel.
O rico dirá que é porque as ações da empresa caíram,
O pobre dirá que foram os alimentos que acabaram.
O palhaço se sente incompetente...
O inimigo fica um tanto mais contente.
Alguém quer te consolar,
Outro também se põe a chorar.
As fofoqueiras querem saber o ocorrido
Para passar de ouvido a ouvido.
O céu te entende,
O inferno te ofende...
As lágrimas tem esse poder,
De todos ao redor de alguma forma envolver.
Um ou outro vai te perguntar
O que te faz chorar.
Todos sem saber o porque vão tentar te consolar
E tudo o que você queria era chorar
Apenas chorar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Entre Perdas e Ganhos



Entre perdas e ganhos, hoje posso ver que tenho muito mais a agradecer a Deus do que imaginava.
Sendo assim, Pai de Amor Eterno MUITO OBRIGADO!!!
Perdão pelo muito que recebi e pelo pouco que agradeço.
Muito Obrigado por estar em minha vida mesmo que eu não viva nos templos dos homens.
Muito Obrigado por morar no meu coração embora eu não o mantenha limpo como deveria!!!
Muito Obrigado pelo Seu Amor incondicional!!
Muito Obrigado por me perdoar e me ensinar a perdoar!!!
Muito Obrigado por me conhecer melhor do que eu e ainda assim caminhar comigo!!!
Muito Obrigado por me deixar ver e sentir sua Luz onde quer que eu esteja!!!
Muito Obrigado pela minha vida e a vida dos meus!!!
Muito Obrigado por não ser vingativo como te pintam!
Eu sei do seu amor, eu sinto seu amor eu vivo no seu amor.
Obrigado por me ensinar que os espinhos da carne são apenas espinhos que servem apenas para treinar a vontade nada mais.
Obrigado por tudo!!!
MUITO OBRIGADO!!!


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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Hoje Eu Vi Poesia

Hoje eu vi poesia,
era uma criança que sorria.
Só me olhava, nada dizia.
Eu a olhava e ela sorria.
Assim começou meu dia,

Vi uma criança que sorria.
Guardei seu sorriso,
Acho que era preciso.
Falar sobre o sorriso,
Da criança que para mim sorria.
Assim começou esse dia.
Sorri para a criança que sorria
No sorriso dela Deus abençoou meu dia.
Tomara que para você uma criança também sorria,
E para ela você também sorria...





jaime 30/07/2013 14:10hs